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“A não realização do carnaval vai aumentar pobreza e impactar milhares de trabalhadores e de família

Festa momesca seria iniciada oficialmente nesta quinta-feira (11), quando milhões de pessoas estariam na rua para trabalhar e curtir, movimentando a economia da cidade

Líder da oposição na Câmara Municipal de Salvador, a vereadora Marta Rodrigues (PT) lamentou a não realização do carnaval que seria oficialmente iniciado nesta quinta ( 11) “por uma questão maior e de saúde pública”, no entanto lembrou para a importância urgente da retomada do auxílio emergencial, uma vez que sem a movimentação econômica da festa, os milhares de trabalhadores e trabalhadoras, principalmente os informais que tiram o sustento do período, sofrerão ainda mais impactos sociais, aumento de pobreza e diminuição de renda.

“Infelizmente não temos condição de realizar o carnaval para preservar a saúde pública. Além dos 1,7 bilhão que a capital perde em a festa, é necessário olhar atento para a crescente desigualdade social na população mais pobre da cidade,a diminuição de renda de milhares de trabalhadores, formais e informais ambulantes e vendedores que tiram da festa o seu sustento até mesmo do ano inteiro”, pontua Marta.

A líder da oposição destacou o longo desafio do legislativo municipal, ao lado dos poderes públicos, para amenizar os impactos sociais por uma questão maior, que é a preservação da vida.

“O Sebrae estima estima-se que cerca de 40 mil vendedores ambulantes, entre licenciados e não licenciados pela prefeitura de Salvador, atuem no carnaval da cidade em mais de dez mil pontos de comercialização. Nesse segmento, calcula-se ainda um faturamento bruto superior a R$ 125 milhões nos dias da festa carnavalesca. O não acontecimento da festa nos coloca o grande desafio de combater a pobreza que será gerada”, destaca.

Segundo ela, , dos cerca de 487 mil trabalhadores informais da capital baiana, maior parte é formada por mulheres “São elas a maior parte da população, antes da pandemia, eram elas as responsáveis por mais de 50% a chefia dos lares de Salvador, conforme dados do IBGE.

Marta afirma que a Câmara tem o desafio de fazer um diálogo aprofundado sobre, saúde, educação e emprego. “Apresentei a criação da Política Municipal de Economia Solidária, a fim de permitir transformações nas relações de produção e ajudar na superação das desigualdades sociais. Isso vai ajudar a gerar outras formas de empregabilidade, trazendo benefícios sociais, culturais e ambientais. Permanecemos na batalha nesta 19ª legislatura”, lembrou. “Também é importante obrar editais públicos que abarquem os setores, não só artísticos, mas estaria nos diversos eventos, como cordeiros, ambulantes, técnicos de som e iluminação, dentre tantos. È um grande desafio”, acrescenta.