“Desrespeitoso com quem zela pela saúde e pela educação” diz Marta após bancada do prefeito de

Para a petista, bancada do governo demonstrou falta de compromisso com a primeira sessão que os vereadores tiveram direito à fala nesta 19ª legislatura

Líder da oposição na Câmara Municipal de Salvador, a vereadora Marta Rodrigues (PT) mostrou-se indignada com a ‘fuga’ da bancada do governo que, segundo ela, derrubou inusitadamente a sessão ordinária da Casa, nesta segunda-feira (8), quando se debatia a configuração de retomada das aulas com a participação de professores, gestores e familiares.

“Tinha vereadores suficientes remota e presencialmente para a continuidade. Na primeira sessão desta 19ª legislatura em que todos os vereadores e vereadoras tinham direito à fala, o grupo do prefeito derruba o quórum propositadamente para fugir do debate responsável sobre nossa cidade, sobre a educação e sobre o protocolo a ser elaborado para o retorno às aulas com segurança para professores, estudantes e familiares”, disparou.

Segundo Marta, as declarações dos vereadores da bancada do governo que abriram a sessão – para derruba-la em seguida – tiveram caráter meramente eleitoreiro. “Não entraram no debate responsável e tiraram nosso direito de fala. Derrubaram desrespeitosamente o quórum quando estava em debate o que interessa a sociedade civil soteropolitana que quer preservar a saúde pública: o retorno às aulas com diálogo, e não de forma inquisidora e açodada, como quem trata educação apenas como mercadoria para agradar a iniciativa privada”, disse.

Para Marta, a tentativa de pressionar pela retomada imediata diante de um cenário de insegurança, que põe em risco a saúde dos milhares de envolvidos no processo, demonstra a falta de zelo com a vida da população.

“Estamos numa pandemia que matou 220 mil pessoas no país. O retorno das aulas obviamente deve acontecer, em formato híbrido, mas com protocolo de segurança e garantia da infraestrutura para preservar vidas. O governador e o prefeito, junto com outros gestores, se reuniram e estão em fase de definições. Outras reuniões vão acontecer com o Ministério Público, Defensoria Pública, Tribunal de Justiça e APLB”, lembrou.

Marta destacou, ainda, que diante da dificuldade de acesso à tecnologia e internet por mais de 50% dos estudantes da rede estadual, optou-se por assegurar que as atividades pedagógicas não tivessem caráter obrigatório. “ As atividades não estão sendo computadas como letivas, pois milhares de alunos não teriam como participar remotamente. Seria tirar-lhes o direito constitucional à educação pública de qualidade”, pontuou.