Espaços culturais de Salvador são opção de lazer no período sem Carnaval


Foto: Reprodução

Neste período marcado pelas tradicionais festas populares e pelo Carnaval, que em 2022 ainda não puderam ser realizadas devido à continuidade da pandemia, turistas e moradores podem relembrar um pouco a folia e viver momentos de lazer e conhecimento nos espaços culturais temáticos, disponibilizados pela Prefeitura, em pontos emblemáticos de Salvador.


Os equipamentos manterão o horário normal de funcionamento durante todo o mês, inclusive nos dias 28 de fevereiro (Pierre Verger e Carybé de Artes) e 1º de março, período em que haveria o ponto facultativo do Carnaval. Os quatro equipamentos culturais administrados pela Secretaria de Cultura e Turismo (Secult) – Casa do Carnaval da Bahia, A Casa do Rio Vermelho e os Espaços Pierre Verger da Fotografia Baiana e Carybé das Artes – têm entrada gratuita às quartas-feiras.

E já que estamos no mês da folia, a primeira dica é conhecer a Casa do Carnaval da Bahia, que no último dia 5 completou quatro anos de inaugurada. O local já recebeu quase 60 mil visitas desde a inauguração e obteve reconhecimento nacional na primeira edição do Prêmio Nacional de Turismo, alcançando o segundo lugar na categoria Valorização do Patrimônio pelo Turismo.


Quem for ao local contará com novo atrativo: um restaurante no terraço do imóvel de onde é possível ter uma vista para a Baía de Todos-os-Santos e desfrutar de receitas familiares e da culinária baiana, incluindo o bobó de camarão e o doce de ambrosia.

Acervo – Ao todo, são quatro pavimentos. No térreo, uma biblioteca de livros relacionados à festa, a Salvador, suas artes e tradições está à disposição dos visitantes. Ainda neste piso, as salas “Origens do Carnaval” e “Criatividade e Ritmos do Carnaval” apresentam um pouco da história e da diversidade presentes no Carnaval baiano.


Na sala Origens do Carnaval, vídeos com a narração de personalidades da festa trazem um pouco da história da festa, do surgimento dos primeiros blocos, trios elétricos e dos blocos afro. Na sala Criatividade e Ritmos do Carnaval, 200 bonecos feitos de cerâmica representam figuras típicas da folia.


Com luzes, refletores e fitas de LED, a proposta do espaço é remeter à vibração da festa. Ao som de músicas características, o visitante tem acesso a diversas vitrines, com objetos pessoais e inéditos cedidos por artistas, tais como vestuário, adereços e instrumentos.


Já no primeiro andar, ficam as duas salas do Cinema Interativo, onde o visitante escolhe um adereço disponível para a caracterização, assiste a uma seleção de três vídeos e é estimulado a dançar as coreografias de blocos e bandas, orientados por monitores dançarinos.


A Casa do Carnaval da Bahia fica na Praça Ramos de Queirós, ao lado do Plano Inclinado Gonçalves, no Pelourinho. As visitações podem ser feitas de terça a domingo, das 10h às 17h, seguindo os protocolos de enfrentamento à Covid-19. As entradas custam R$20 (inteira) e R$10 (meia) – o benefício da meia-entrada é destinado a idosos, estudantes e residentes de Salvador, desde que apresentem o comprovante de residência.


Cidade da Música – E se a música é um dos elementos essenciais do Carnaval, ela também tem um espaço de valorização e conhecimento, que é a Cidade da Música da Bahia. O equipamento cultural foi inaugurado em setembro pela Prefeitura, no Casarão de Azulejos Azuis, no Comércio.


O primeiro andar abriga a exposição “A Cidade de Salvador e Sua Música”, que retrata bairros da cidade e suas músicas, histórias, depoimentos e novas tendências através de recursos audiovisuais, a exemplo de uma grande maquete interativa e três grandes telas de projeção.


O segundo andar possui na ambientação o tema da Tropicália, com ilustrações gigantes de fragmentos da pintura modernista de Genaro de Carvalho. O local abriga a exposição “História da Música na Bahia” com nove cabines de vídeos, além de três salas.


O terceiro e último pavimento oferece entretenimento educativo por meio de três estúdios de gravação de clipes karaokê, da sala “Rap e Trap, poesia consciente”, jogos da memória, Quis Game, estações para exibições de documentários e sala de demonstração de set de percussão.


A Cidade da Música da Bahia funciona de terça a domingo, das 10h às 18h, com valor de ingresso de R$20 (inteira) e R$10 (meia) para residentes em Salvador, estudantes e idosos. Os interessados em conhecer o museu devem agendar a visita no site www.cidadedamusicadabahia.com.br.

Casa do Rio Vermelho – A trajetória de vida de dois grandes escritores da literatura baiana pode ser conferida na Casa do Rio Vermelho – Jorge Amado e Zélia Gattai. Com um perfil interativo, o memorial apresenta uma série de projeções e vídeos em diversos ambientes, além de objetos pessoais e correspondências trocadas entre Jorge Amado e Zélia Gattai, que transmitem um pouco da trajetória dos escritores.


O memorial está situado na Rua Alagoinhas, 33, no Rio Vermelho. O funcionamento é de terça a domingo, das 10h às 18h (entrada até 17h). Os ingressos custam R$20 (inteira) e R$10 (meia).


Espaços Pierre Verger e Carybé de Artes – Situado no Forte Santa Maria, na Barra, o Espaço Pierre Verger da Fotografia Baiana destaca o trabalha de Verger e de mais 100 fotógrafos que tenham nascido ou fixado residência, ainda que temporária, na Bahia. Lá estão reunidas aproximadamente cinco mil fotografias que retratam diversos aspectos do estado, a exemplo de retratos de personalidades importantes, fotos urbanas antigas e atuais, de cerimônias, manifestações culturais e festas populares, entre outras.


Até o próximo mês de março, o local está com a exposição temporária Litoral da Bahia – Mucuri a Mangue Seco, do fotógrafo Kiko Silva. A mostra está situada no espaço Fragmentos, na Praça Amigos da Marinha, em frente ao forte.


Já o Espaço Carybé de Artes, situado no Forte de São Diogo, também na Barra, é um centro tecnológico de referência da vida e obra do artista argentino que viveu na capital baiana. O local exibe a beleza e autenticidade expressas nas diversas técnicas presentes em suas produções. Mais de 500 obras podem ser acessadas por meio da tecnologia, possibilitando aos visitantes uma experiência lúdica, poética e instrutiva, dando a cada um a possibilidade de criação de sua própria mostra.


Ambos os espaços culturais funcionam de quarta a segunda-feira, das 10h às 18h. Os ingressos custam R$20 (inteira) e R$10 (meia) e dão direito à visitação dos dois equipamentos.


Casa do Benin – A Casa do Benin, administrada pela Fundação Gregório de Mattos (FGM) na Rua Padre Agostinho Gomes, no Pelourinho, também segue aberta de terça a sábado, das 10h às 17h, com a exposição de peças do acervo permanente, composto por obras baninenses. O local conta também com a Sala de Exposição Lina Bo Bardi, que recebe mostras temporárias; o Auditório Gilberto Gil, local de realização de eventos e oficinas de pequeno porte, e o Espaço Gourmet Jeje Nagô, com arquitetura inspirada no estilo de restaurantes antigos das comunidades rurais beninenses.


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