Governo do Estado adia imposto sobre óleo de dendê

O Governo do Estado anunciou o adiamento no pagamento do ICMS nas importações de óleo de palma pelas indústrias da Bahia. A postergação do imposto foi solicitada Associação Nacional das Baianas de Acarajé, Mingau e Receptivo (Abam). A medida, publicada no decreto 20.137 do Diário Oficial de terça-feira (8), evita que a crise de abastecimento do produto no mercado brasileiro comprometa a produção da gastronomia baiana tão apreciada pelos turistas.

Além dos petiscos à base de dendê, como acarajé, abará, caruru, vatapá e moquecas, a própria baiana que comercializa esses produtos é um ícone forte da Bahia, referência para muitos turistas que fazem questão de parar em um tabuleiro já no desembarque, antes de chegar a um hotel.

Segundo representantes da indústria de dendê da Bahia, há mais de 20 anos a cultura do produto vem dando lugar a outras, como as de banana, cravo e graviola. Para suprir a demanda, o óleo passou a ser comprado de estados como o Pará. Recentemente, no entanto, a crise chegou também a este mercado, comprometendo o fornecimento e provocando elevação de preços. A medida implementada pelo Governo do Estado é considerada um paliativo, até que se inicie a safra do dendê, de dezembro a janeiro.