Grupo de trabalho realiza Primeira Fogueira na Pedra de Xangô

Em celebração ao Dia de São Pedro – de Xangô – Nzazi e Sogbo, comemorado nesta terça-feira (29), o Grupo de Trabalho Externo de Implantação do Parque Pedra de Xangô realizou a Primeira Fogueira na Pedra de Xangô, em Cajazeiras, durante a manhã de hoje. O ato é mais uma forma de reverenciar o Orixá junto ao seu grande Otá (pedra), fortalecendo a rede de terreiros em defesa desse patrimônio cultural afro-brasileiro.

O evento reuniu os presidentes da Fundação Mário Leal Ferreira (FMLF), Tânia Scofield, e da Fundação Gregório de Mattos (FGM), Fernando Guerreiro, além da promotora de justiça Lívia Sant´Ana Vaz, do Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA); do coordenador do grupo de pesquisa EtniCidades da Faculdade de Arquitetura da Ufba (Faufba), Fábio Macedo Velame; e de representantes de terreiros de Salvador.

O ritual estabelece ainda mais a conexão que já existe entre a Pedra de Xangô e as comunidades de terreiros de Cajazeiras e adjacências. Além de reverenciar as divindades, a solenidade teve como objetivo apresentar à sociedade civil o Grupo de Trabalho criado pela Fundação Gregório de Mattos (FGM) para analisar de que maneira o município, estado e união irão contribuir para a efetiva proteção e salvaguarda da Pedra de Xangô e todo o seu entorno (APA – Área de Proteção Ambiental Vale do Assis Valente e Parque em Rede Pedra de Xangô).

A autora do Livro Pedra de Xangô: um lugar sagrado afro-brasileiro na cidade de Salvador, Maria Alice Silva, pontuou que as comunidades de terreiros de Cajazeiras e adjacências estão de parabéns por exercerem sua cidadania de forma plena e articulada, buscando sempre o diálogo na condução dos conflitos urbanos.

“A Pedra de Xangô é o centro de convergência de diversos rituais privados, semipúblicos e públicos de uma gama de comunidades de terreiros que se comunicam e se conectam em rede. Pedra de Xangô em Cajazeiras é o testemunho da presença, permanência e resistência da cultura e religiosidade afro-brasileira na cidade de Salvador”, descreveu a escritora.