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Live no dia 11 celebra o legado e a presença de Bob Marley na Bahia

Quando Bob Marley morreu foi aquele chororô na Vila Rosenval. No próximo dia 11, terça-feira, data em que a morte do artista completa 40 anos, a tristeza vai dar lugar à reverência, música e conversa na live “Prá Sempre Bob Marley”, iniciativa de cantores, compositores, artistas e ativistas negros da Bahia e outros estados para homenagear aquele que fez história pregando paz e igualdade entre os povos. A live tem apoio de blocos e ongs como Malê Debalê e Muzenza, Convergência Negra e MNU, e poderá ser acompanhada via aplicativo Zoom e canais do deputado estadual Jacó (PT-BA).

“Ele deixou amor, tristeza e saudades/E uma voz que floresce e invade e fortalece o grito de liberdade”, escreveu justamente Djalma Luz em “Coração Rastafári”, uma homenagem a Robert Nesta Marley, nome de batismo do cantor e guitarrista nascido em 1945, na Jamaica. Influenciado pela cultura reggae, o Malê Debalê transformou a canção no seu maior hit, sendo o primeiro bloco afro a incluir o ritmo musical no seu repertório. Em 11 de maio de 1982, no Terreiro de Jesus, o Movimento Negro Unificado, Malê e Muzenza realizaram o primeiro Tributo a Bob Marley no Brasil.

Para reviver esses e outros momentos que atestam a importância de Bob Marley para a cultura baiana e relembrar suas mágicas e necessárias canções, 40 anos depois, a live “Prá Sempre Bob Marley” contará com as presenças de Djalma Luz, Da Ghama (ex-guitarrista da Banda Cidade Negra), Albino Apolinário (produtor de reggae do Centro Histórico), Dionorina e Nengo Vieira, Malê Debalê, Adão Negro, Muzenza, Banda Reação Aracaju, América Branca, Ruy de Brito e Jussara Santana (Aspiral do Reggae).

O filósofo e militante do MNU Raimundo Bujão estará na live do próximo dia 11 e lembra que em meados da década de 1970, ao mesmo tempo que o reggae estourava na Jamaica e no mundo com Bob Marley e banda The Wailers, surgia no Curuzu o bloco Ilê Aiyê, rompendo com a invisibilidade e o silêncio em torno da africanidade. Uma década depois, como anfitrião de Jimmy Cliff, Gilberto Gil traz a Salvador o primeiro concerto de reggae. O evento lota o Estádio da Fonte Nova, marcando a entrada definitiva da Bahia no palco internacional da cultura rastafariana.