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Marta quer nome de Marielle Franco em rua de Salvador e reforça união de vereadoras feministas e ant

Vereadora do PT protocolou projeto criando a Rua Marielle Franco e disse esperar compromisso da Câmara com todos os projetos que combatam o racismo, o machismo e a violência contra a mulher

Neste domingo, 14 de março, quando se completa três anos da morte de Marielle Franco, a presidente da Comissão de Direitos Humanos e Democracia da Câmara de Salvador, vereadora Marta Rodrigues (PT) ressaltou a importância e o compromisso de se levar adiante o legado da edil fluminense em prol da justiça racial e social para a parlamentos brasileiros, principalmente o de Salvador, cuja maioria populacional é negra e de mulheres.

Além de três projetos que já tramitam na Casa, seguindo a Agenda Marielle de autoria de Marta, a petista reapresentou o projeto da ex-vereadora Aladilce Souza (PCdoB) que pede que o nome de Marielle seja dado a um logradouro público.

“Esperamos sensibilidade. O projeto foi apresentado na legislatura passada por Dil e lamentavelmente não foi aprovado. Marielle merece estar nas ruas de Salvador e Salvador merece reconhecer Marielle” disse.

Para Marta, a Câmara da capital mais negra do país, cuja maioria da população é formada por mulheres, precisa ter responsabilidade com os projetos pautados pelos movimentos feministas e antirracistas, como o acolhimento noturno em creches.

No legislativo municipal, a petista disse que o objetivo é de ampliar cada vez mais a participação popular e fortalecer os projetos de lei voltados para as mulheres com quem está ao lado da casa e com as colegas da bancada da oposição, como o mandato Coletivo Pretas por Salvador e a petista Maria Mariguella.

“Desde a legislatura passada, Marielle nos serve como inspiração. Dentre os projetos que o nosso mandato apresentou, trouxemos para o parlamento soteropolitano três da Angenda Marielle, o parto humanizado para casos de aborto legal, o Dossiê da Mulher e o acolhimento noturno em creches, este último foi vetado pelo ex-prefeito, um veto que chamamos de racista, pois as creches em funcionamento noturno são fundamentais para a emancipação das mulheres”.

A edil destaca que a cobrança por acolhimento noturno em creches continuará, por se tratar de uma necessidade urgente da capital baiana. “Salvador de mulheres que chefiam os lares e exercem múltiplas funções, e são as mais afetadas com o desemprego na pandemia. Além de geração de renda e paridade salarial, as mulheres necessitam do turno noturno para estudar ou trabalhar”, disse.

“A batalha na Câmara vinha sendo travada ao lado de Aladilce na escuta dos movimentos. Agora, chegam mais dos mandatos importantes para somar nesta luta que é o Pretas Por Salvador e o da companheira Maria Mariguella. Juntas vamos fortalecer essas agendas e continuar na cobrança por justiça social e respostas sobre a morte de Marielle, cuja trajetória muito nos inspira”, pontuou. Marta lembrou ainda do projeto de lei do também petista, vereador Suíca, que pede o 14 de Março em Salvador seja o Dia Municipal Marielle Franco, dia de enfrentamento à violência contra mulheres negras. “Esta data é muito simbólica. Pois é a data de partida de um símbolo do maneira brutal, racista e antidemocrática, e também o dia em que nasceu de Abdias Nascimento”, destacou.

Autoria – Marta ressalta que a falta de respostas sobre a autoria intelectual do crime contra Marielle demonstra o momento obscurantista que se vive no Brasil com o atual governo. “Marielle vive como semente, germinando todos os dias, na luta pela verdade, pela equidade de gênero, contra o racismo e a misoginia. Após três anos, ainda não temos a resposta, pois a verdade não é prioridade do fascismo e osbcurantismo de Bolsonaro e seus aliados”, declarou.