“Não podemos esperar a vacina”, diz secretário municipal de Educação sobre volta às aula

Marcelo Oliveira participou de videoconferência promovida pelo vereador Claudio Tinoco, que também defendeu a volta às aulas com protocolos de segurança

O secretário de Educação de Salvador Marcelo Oliveira defendeu, nesta terça-feira (26), durante videoconferência promovida pelo vereador Claudio Tinoco (Democratas), o retorno às aulas na capital baiana mesmo sem a vacinação de professores e alunos. Para Marcelo, a espera para a vacinação dos professores, prevista para a quarta etapa de vacinação, é muito longa e pode provocar o comprometimento de mais um ano letivo.

“Nós precisamos fazer o retorno às aulas. Não podemos esperar a vacinação dos profissionais da educação, que está prevista para a quarta fase. O que nós defendemos é que o poder público encontre os mecanismos para voltar às aulas sem a vacina, reduzindo o risco de contaminação nas escolas”, defendeu o secretário Marcelo Oliveira.

Além do vereador Claudio Tinoco e do secretário Marcelo Oliveira, participaram do webinar o coordenador-geral do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado (APLB-BA), Rui Oliveira; o diretor do Sindicato das Escolas Particulares da Bahia (Sinepe-BA), Jorge Tadeu, e a representante do movimento de pais Volta às Aulas Salvador, Larissa Voss Sadigursky.

Durante o Webinar, que foi transmitido pela TV Câmara, o vereador Claudio Tinoco destacou que o ano de 2020 foi um ano perdido na educação de muitas crianças brasileiras e que o não retorno às aulas poderia ser ainda mais prejudicial para as crianças.

“Por conta da pandemia do coronavírus, não pudemos ver nossas crianças nas escolas, sendo educadas e aprendendo a vida em sociedade. Os danos no psicológico e no aprendizado serão incalculáveis. Defendo o retorno às aulas com protocolos de segurança”, afirmou o vereador Claudio Tinoco.

A expectativa do secretário Marcelo Oliveira é de que um panorama da volta às aulas na cidade seja formado nas próximas duas semanas. Durante o Webinar, ele destacou que alguns protocolos já estão sendo fechados internamente, como a quantidade de crianças por sala, que será relacionada à metragem do cômodo, a redução do tempo do recreio e o revezamento das turmas, fora os lanches que deverão ser realizados na própria sala de aula.

Representante da APLB na Bahia, Rui Oliveira afirmou que os professores apenas retornarão para as aulas presenciais após a vacina. De acordo com Rui, 97% dos professores afirmaram, em uma pesquisa realizada pela APLB, que só retornarão às aulas após a imunização.

“Precisamos garantir a integridade física dos professores. Queremos um protocolo de biossegurança e não queremos morrer. Queremos que os profissionais da educação sejam priorizados na ordem da vacinação”, disse Rui Oliveira.

Em suas falas, Jorge Tadeu e Larissa Voss Sadigursky defenderam o retorno às aulas e ponderaram todas as consequências da ausência do ensino presencial aos alunos.

“A educação por videoconferência não traz a complexidade de relações que se dá presencialmente, com alunos, professores e funcionários. O que praticamos ao longo do ano de 2020 foi para chegarmos onde chegamos e não perdermos o ano letivo. Precisamos pensar o retorno às escolas pensando principalmente na evasão das crianças da sala de aula. Quando uma criança evade, para ela retornar é muito difícil”, defendeu o diretor do Sinepe-BA, Jorge Tadeu.

Já Larissa destacou a importância do retorno facultativo e com respeito aos protocolos de segurança. “Queremos um retorno seguro e com preservação de vidas. Diversos segmentos essenciais já estão voltando e a Educação é essencial, não pode mais esperar”, disse.