Nutricionista recomenda evitar excessos na ceia da Sexta-feira Santa



O cardápio dos soteropolitanos durante as celebrações da Semana Santa costuma reunir um mix de sabores com diversos pratos que levam, na sua base, dois elementos importantes culturalmente: o azeite de dendê e o leite de coco. Os pratos que levam estes ingredientes normalmente possuem um alto valor calórico e, se combinados de forma desordenada com outros alimentos, podem levar ao desconforto e até a má digestão.


Para a nutricionista, Natália Andrade, a combinação de alimentos neste período deve priorizar substituições que aumentem o valor nutricional. A chave para não ter transtornos decorrentes da alimentação é evitar excessos.

Além disso, a preocupação com a preparação da refeição vai garantir um equilíbrio no teor de gordura, evitando que os indivíduos que não estão acostumados a consumir estes pratos venham a ter indigestão.


Pescados – Os cuidados com a refeição devem ter início antes mesmo de o pescado chegar à cozinha. Na escolha dos alimentos, seja na feira ou no mercado, é importante escolher os frutos do mar levando em consideração critérios de acondicionamento.


“Os pescados são muito perecíveis. Então, já no momento da compra temos que observar se o peixe e o camarão, que são os pescados que mais consumimos neste período de Semana Santa, estão em boas condições de higiene e conservação. Se o alimento não estiver com a refrigeração necessária e nem em bom estado de conservação, pode ocasionar algum tipo de infecção intestinal”, frisou.

Quem está em processo de emagrecimento e quer comer uma refeição mais leve, com menor teor calórico, deve dar preferência a consumir peixes assados, cozidos ou grelhados. Os pescados cozidos, explicou a nutricionista, podem ainda ter o valor nutricional potencializado.


“O azeite de dendê, que dá cor e sabor à moqueca de peixe, é muito calórico. Ele pode ter a quantidade diminuída e na preparação pode ser usado o açafrão, que é uma especiaria funcional e que ajuda a conferir cor ao alimento”, pontuou. Um preparo cuidadoso com a refeição pode facilitar a digestão e a melhor absorção dos nutrientes.

Outras substituições também podem ser feitas de modo a não perder o sabor característico das refeições, mas torná-las mais saudáveis. No preparo de todos os alimentos, seja do vatapá, caruru, feijão de leite ou fradinho, devem ser evitados o uso de temperos e caldos artificiais, priorizando as especiarias naturais já tradicionais da culinária baiana.


Sobremesas e chocolates – Andrade recomenda que a base de alimentos que levam farinha de trigo ou pão, como o vatapá, possa ser substituída por raízes como aipim ou inhame.


“Esses dois alimentos proporcionam maior valor nutricional ao vatapá e tornam o prato mais leve. Em todos os alimentos que consumimos neste período podem ser feitas substituições para enriquecer as preparações”, reforçou.

Ao escolher a sobremesa também é interessante refletir sobre a combinação de alimentos que será feita. Os chocolates, que são as doçuras mais pedidas durante as comemorações, devem ter o maior teor possível de cacau, o que garante menor quantidade de açúcar e conservantes ao produto. Doces que tragam na sua preparação leite condensado ou creme de leite não são indicados.