Odoyá: Mesmo com restrições, devotos e admiradores renderam homenagem à Iemanjá



Por conta da pandemia, pelo segundo ano consecutivo, as praias do Rio Vermelho amanheceram fechadas nesta quarta-feira (2), dia em que tradicionalmente ocorre a Festa de Iemanjá. Enquanto, a Polícia Militar e órgãos da Prefeitura, trabalhavam na fiscalização a fim de evitar aglomerações, diante do aumento do número de casos do coronavírus, restava aos devotos e admiradores reverenciarem de longe à Rainha do Mar. Teve aqueles também, que burlavam os fiscais, e se arriscavam em meios a pedras.


Por volta das 8h, o presente principal – a escultura de um cavalo marinho – chegou à praia da Paciência e foi levado diretamente ao mar. A embarcação responsável pelo transporte trazia grifada a palavra que expressa o desejo para 2022: “saúde”. O Pai Ducho de Ogum, do terreiro Ilê Axé Awnergy, foi o responsável pela entrega da oferenda este ano.

"Essa preparação foi feita com muito sacrifício e muita responsabilidade mesmo sem ter festa. Porque o que não teve foi festa para o público, mas eu garanto que para Iemanjá isso é uma festa e ela está feliz e satisfeita, pois foi feito com amor, carinho, harmonia e energia positiva", disse o sacerdote em entrevista ao jornal Correio.

Oferenda - Frequentador assíduo da festa. o babalorixá pernambucano Welinton Scharlane resolveu se antecipar. Diferentemente do que é habituado a fazer em todos os anos, entregou o presente na terça-feira, dia 1º, na praia de Amaralina.




"Fiz meu balaio e entre os meus agradecimentos e homenagens, pedi a minha mãe que intercedesse pelo fim dessa pandemia. Ano que vem estarei aqui novamente, mas dessa vez com toda pompa e festa que ela merece", disse Scharlane que tem como orixá de cabeça Iemanjá Sabá.