Partidos de esquerda articulam oposição na CMS e sociedade

Os presidentes municipais Ademário Costa (PT), Everaldo Augusto (PCdoB), Silvio Humberto (PSB) e Cris Barros (PSOL) se reuniram nesta segunda-feira (21) para consolidar a bancada da esquerda na Câmara de Vereadores de Salvador e organizar uma frente social e política para dar substância a uma oposição de esquerda em Salvador.

O encontro contou a participação dos vereadores eleitos Luis Carlos Suica (PT), Tiago Ferreira (PT), Maria Marighella (PT), Marta Rodrigues (PT), Laina Crisóstomo, Cleide Coutinho e Gladis Davis, do mandato coletivo Pretas por Salvador (PSOL), Augusto Vasconcelos e Hélio Ferreira (PCdoB).

A nova reunião foi um desdobramento da primeira, realizada em novembro, após a formação do bloco de oposição parlamentar pelo PT, PCdoB e PSB. Para Cris Barros, presidenta do PSOL, “a chegada das companheiras Pretas por Salvador permite dar um passo à frente em relação ao ultimo encontro, que é a construção de uma oposição que, ao mesmo tempo em que discute as propostas populares e democráticas no interior da Câmara Municipal, fortaleça as suas raízes populares e organize os movimentos sociais e partidários, consolidando uma oposição de novo tipo”, disse.

O presidente do PT, Ademário Costa, adiantou que será realizado um seminário em fevereiro para debater esse projeto político alternativo proposto pelo bloco e destacou a importância da iniciativa para Salvador. “A cidade só tem a ganhar com o debate político de qualidade, democrático, que estamos construindo. Nosso objetivo é apresentar uma alternativa pública de gestão, de defesa da democracia, de conquistas sociais e urbanas, ou seja, um projeto de cidade, com políticas públicas de reparação, visando um futuro de inclusão para a cidade, através da força política desta unidade”.

Para o presidente municipal do PCdoB, Everaldo Augusto, é necessário a união da bancada com os movimentos sociais. “Para fazer isso, é fundamental a unidade dos partidos de oposição na Câmara, através da bancada de oposição, e a sinergia com os movimentos sociais. E aí então nós poderemos enfrentar o ano de dois mil e vinte e um e responder todos desafios colocados diante de nós para combater as desigualdades e construir uma cidade melhor para todos. O dirigente ainda acrescentou que um dos objetivos principais é “Construir a mobilização popular para reivindicar mais proteção contra a pandemia, o direito de vacina pra toda a população, emprego e justiça social”.

Por sua vez, o presidente Silvio Humberto (PSB) ressaltou a importância da consolidação da iniciativa. “O reagrupamento das nossas forças políticas é estratégico para a atuação critica e propositiva nas discussões sobre a nossa cidade. Importante pensar a cidade em um tempo político fora das urgências e do pragmatismo do tempo eleitoral. Ganha a cidade, o povo de Salvador, a Política”, disse.

PDDU – Pacote da maldade

A bancada de esquerda criticou a votação do Projeto de Lei do Executivo (PLE) 236/2020 e emendas do relator Alexandre Aleluia (DEM), nesta terça-feira (22), durante a última sessão do ano na CMS.

A oposição considera a ação um “pacote da maldade” para mudar o Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU) de Salvador sem debate, sem participação popular, afetando populações de pescadores, marisqueiras e alterando potencial construtivo na Ilha dos Frades.

O bloco ainda ressaltou sobre alterações que o PL faz na Lei nº 7.719/2009, que autoriza o Poder Executivo a adotar medidas visando à participação de Salvador no programa federal ‘Minha Casa Minha Vida’, sem explicar os impactos orçamentários e apresentar justificativas na operação da destinação de um empréstimo feito com a Caixa, alterando 6 milhões da área de saneamento para mobilidade.